Brasil, Viagens

Comer pizza no Bixiga

Cheguei de noite a São Paulo, como já tinha dito, o hotel que tinha escolhido pelo Booking era no bairro dos Jardins e acertei no alvo!

royal jardins boutique hotel lobby

Quem conhece, sabe que esta é a melhor zona para se ficar na gigantesca cidade … é a zona mais bonita, mais tranquila e mais central, e, no meu caso, eu queria estar no coração da Terra da Garoa, pois ia ser um tempo misto de descanso com trabalho, e ali estava eu pela primeira vez, com três dias de feriado da Páscoa para passear e mais dois para visitar a World Trade Market, a feira de turismo internacional. Ia aproveitar ao máximo!

royal jardins boutique hotel lobby

Agora sobre a estadia, sabem aquele hotel maneirinho? Acessível, muito bem localizado, excelente staff e de bónus um belíssimo café da manhã … pois bem este hotel é o Royal Jardins Boutique Hotel.

royal jardins boutique hotel bar

Na recepção fui recebida pelo Marcelo. Rapaz simpático e disponível, foi incansável nas informações que me deu, tirando logo ali algumas dúvidas de estreante na cidade.

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Após mapas, folhetos, anotações e indicações, check in feito, subi ao quarto. Estava muito cansada, as centenas de quilômetros em curva contra curva faziam-se sentir agora mas a fome também não dava tréguas. Era hora de pizza e eu já sonhava com o cheirinho no ar!

royal jardins boutique hotel  QUARTO

Após pousar as malas, um banho rápido e frio despertou-me, troquei de roupa e chamei um táxi. Nas minhas viagens por cidades brasileiras, quer no Rio de Janeiro, Salvador ou São Paulo, eu sempre usei o táxi, seja o convencional como o recente Uber, porque além de me garantir segurança, a verdade é que o custo-qualidade é bem razoável. Além de que, com sorte, o taxista da hora pode ser a melhor conversa do dia (tenho belas histórias para contar!).

SÃO PAULO

Por agora, o destino era a Rua 13 de Maio, no famoso bairro Bixiga – que, na verdade, se chama Bela Vista – directa à catedral da pizza paulistana, a Pizzaria Speranza!

SÃO PAULO

Mais uma vez, a minha memória foi invadida de referências, regressei a 1984, tinha uns dez anos, tão diferentes dos de hoje, e parece que foi ontem … o bairro do Bixiga, as cantinas italianas, as novelas brasileiras – quem se lembra de Vereda Tropical, as canções da Mamma e as palmas alegres, a Lucélia Santos … oh meu Deus, nem eu fazia ideia do quanto estas vivências me tinham definido, elas eram a cara de São Paulo e eu chegava agora para confirmar, trinta anos depois.

http://dai.ly/x20aop

pizzaria Speranza é parte da história italiana no Brasil, em São Paulo, no século XX. E também parte da história das cantinas italianas.

RECEIRA ORIGINAL SPERANZA

A Cantina e Pizzaria Speranza, que faz 58 anos em novembro de 2016, tem uma história de sucesso (…) Tudo começou com o talento (…) da família Tarallo, que (como eu) atravessou o oceano e (…) trouxeram na bagagem o espírito empreendedor e várias receitas (…) com a tradição do Sul da Itália. (…) com a tradição napolitana, criar novidades na gastronomia paulistana, que se tornaram verdadeiros clássicos: Pizza Margherita, Pizza Napoletana, Calzone (pizza fechada), Tortano (o genuíno pão de linguiça napolitano) e a Pastiera di Grano (…).

Tradição que fez História

Não demorou para que os Tarallo buscassem um espaço maior. Assim, a Speranza foi inaugurada no casarão da Rua Treze de Maio, 1004, onde está até hoje.

SÃO PAULO

E aqui chegava. A sala estava composta e vários grupos reuniam-se no feriado da Sexta-feira Santa para comemorarem a amizade. Falava-se alto, gesticulava-se e comia-se pizza à mão … assim tal e qual os amigos devem festejar!

SÃO PAULO

Entre vinho branco argentino, cervejas Devassa, bruschettas de pommodoro e uma deliciosa pizza Margherita Tradizionale com mozzarella de leite de vaca e sem outro ingrediente, que aliás fazem questão de não dividir com nenhum outro sabor.

SÃO PAULO

O jantar foi muito gostoso e, diria até, caloroso porque os empregados que foram servindo eram muito gentis e animados.

SÃO PAULO

Fazia-se tarde e depois de uma maravilhosa (e cara) ceia, pois as horas já iam madrugada fora, era tempo de repousar. Que feliz eu estava em São Paulo a amar cada minuto!

mh

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