Hoje verifiquei, pela centésima vez, os documentos necessários, as vacinas, as marcações confirmadas, os pedidos especiais, as actividades previstas e as sonhadas imprevistas, os livros que tenho de deixar e os que vou levar, as músicas ao vivo, gravadas, acústicas ou de roda de samba.

Agarrei-me à vida com a força de quem sabe o que é a morte.(…) A vida dava-me muito mais do que pudera imaginar, dava-me tudo e eu agradecia!

Bebia coca-cola sem culpa, passava o verão no Algarve e tinha uma árvore de Natal cheia de presentes camuflados em papéis de fantasia.