Eu que sou de datas agradeço estes trezentos e sessenta e cinco dias cheios de sonhos realizados de vida vivida.

Tomei um banho demorado e frio e descansei sobre os lençóis brancos, da cama imensa, sem horas, com o vento quente a fazer dançar as cortinas leves, pois outra história, nas muitas histórias da minha vida, estava prestes a começar!

as lágrimas não param de rolar … É alegria mas brindada com muita emoção!

Os olhos punham-se em mim como a questionar quem era, se estava mesmo sozinha, e eu, por minha vez, sentia-me inquieta. Estar sozinha não é cómodo. Não é fácil. Mas eu sabia desde sempre que nada era fácil. Sorria, disfarçando uma serenidade que não tinha.

De certo, ninguém imagina a vida de cada um. E nem é preciso. Basta que cada um viva a sua!

O número sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e vontade.

“Gosto deles. Gosto de olhar pra frente e não ver onde acaba. Gosto de sol, de abraço, de rir muito alto e de não me achar um merda por estar sem grana.”

Pratica o despego dos bens e segue somando riquezas.

No país cinzento, de brandos costumes, a minha vida era verde, amarela, azul e branco!

E pergunto-me, todos os dias, para onde vou? Vou pelo mundo contar a minha história!